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| 51 All Japan Karate Championship |
Assistir ao campeonato nacional JKA (Japan Karate Association) é sempre uma grande satisfação para quem curte o karate arte marcial, enche os olhos de quem assiste, e a 51ª edição não desapontou!! As eliminatórias foram dia 17 de julho no ginásio Tokyo Taikan, e as finais no dia seguinte no ginásio Budokan.
Reencontrei com 2 dos campeões e instrutores da JKA, que 20 anos atrás eram capitães dos 3° e 4° anistas do clube de karate da Universidade Takudai, onde treinei quando estive aqui pela primeira vez. São o Naka e o Taniyama, este o maior campeão de kumite (luta) de todos os tempos da JKA, tendo sido 5 vezes campeão nacional. Na Takudai ele era o terror, batia em todo mundo, e inclusive cheguei a apanhar muito dele. O Naka tem um título nacional de kumite, sendo de longe o mais simpático dos dois. Ainda se lembravam de mim, e chegamos a conversar um pouco.
No domingo, dia da final, encontrei com o Daniel Pinto, meu conterrâneo do Recife, que mora e treina karate na cidade de Hamamatsu. Comentamos as lutas e tiramos onda com os japas o dia todo.. eheh
As eliminatórias acontecem em 12 kotos (áreas), e participam desta etapa as equipes campeãs estaduais pré-selecionadas. Ao final do dia saem os finalistas das categorias equipe adulto e juvenil, além da categoria especial universitário. As categorias kumite e kata individual, masculino e feminino, com seus 32 finalistas já pré-selecionados, ficam para o dia seguinte na Budokam, que conta com apenas 4 kotos para melhor apreciação do espetáculo.
O curioso é que na categoria de equipe todos usam luvas, mas na individual não, aí o bicho pega mesmo.. É notório que nos campeonatos da JKA a categoria individual procura mater vivo o espírito e características únicas da arte marcial, é preciso ter coragem para entrar no koto e encarar os adversários com as mãos literalmente vazias.
Defendo esta característica da JKA pois, em outras entidades, o karate vem se tornando cada vez mais um esporte como outro qualquer, onde os preceitos das artes marciais vão sendo substituídos pela informalidade de um exercíco aeróbico visando competições, como o futebol, basquete, volley, etc.
Os melhores atletas não disputam na categoria equipe, e sim na individual, que é revestida de uma aura toda especial. Para se ter uma idéia, entre os 32 finalistas o nível é tão alto, que cada luta é um clássico, qualquer vacilo é fatal.
O clímax da competição são as quartas de final das lutas masculinas, e o Shimizu, que levou o trofeu de kumite e é o queridinho da JKA, foi duramente criticado pelos que acharam que a arbitragem o beneficiou em prol do desconhecido que ficou em segundo lugar.
Voltei para Toyohashi contente com o que vi.

Gostaria de ter assistido ao Campeonato da JKA e ver uma luta do Karate Marcial.