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O Japão e os Japoneses – III Mostra Recife de Fotografia

Meu trabalho com as fotos do projeto “O Japão e os Japoneses” foi selecionado para a III Mostra Recife de Fotografia.

Hiroshima

Hiroshima

Finalmente atualizo o blog, depois de 10 dias de uma viagem entre várias cidades pelo Japão. Primeiro em Toba, em seguida Tókyo e Kyoto, hoje Hiroshima, amanhã Osaka.

Apesar de ser esta minha segunda visita a Hiroshima, ir no Museu Memorial da Paz é uma intensa experiência sensorial, “um soco no estômago” em nossas emoções. Presenciar in locu os vestígios da devastação da bomba de 6 de agosto de 1945 deixa qualquer um estarrecido, basta olhar nos rostos dos visitantes, sejam adultos ou crianças.

O museu do Memorial mostra detalhes minuciosos da cidade antes, durante e depois da bomba. Na recepção aluguei o roteiro da visita de áudio em português, e foi duro ouvir as histórias na medida em que ia observando os objetos.. Existe um trecho onde estão expostas as roupas queimadas que algumas crianças usavam no momento da explosão, marmitas vitrificadas pela radiação, sandálias, etc. são objetos identificados pelos pais destas crianças, cada qual com sua história contada detalhadamente. Quando ouvi a quinta, já estava quebrado ao meio..

Havia um sem-número de escursões de escolas primarias e ginasiais, todos os alunos anotando e fazendo seus relatórios, vocês verão nas fotos.

O memorial é construído numa das partes mais atingidas pela bomba, e em suas mediações existem um sem número de monumentos edificados, cada qual com seu significado. É muito comum ver pela cidade flores, tsurus (passaros feitos de papel), garrafinhas contendo água, etc. repousados à esmo em locais como cantos de calçadas, parques, etc. estes locais são antigos endereços das vítimas, e são reverenciados até hoje pelos seus familiares. Assim, a memória das vítimas continua bem viva mesmo fora dos museus.

Para entender mais, sugiro a leitura do texto de Akira Kibi “Uma brisa de Hiroshima”

A chegada

Depois de 34 horas de viagem, aterrissei no aeroporto de Nagoya nesta útima quinta feira a noite, dia 9 (hora Brasil), depois de uma viagem extenuante.. Saí de Recife/PE em direção a Guarulhos/SP em 3 horas de vôo, aguardei 2 horas e embarquei no vôo da Luftansa para Frankfurt/Alemanha. De lá aguardei cerca de 4 horas e parti para Nagoya/Japão. Em nenhum dos aeroportos encontrei conexão wi-fi gratuita para passageiros em transito, apenas conexões pagas como temos no aeroporto de Guararapes, uma pena já que as taxas de embarque são bem extorsivas..

DESIDRATAÇÃO
Como está proibido carregar em mala de mão liquidos de qualquer espécie, todos sofremos de certa desidratação, pois os serviços de bordo não oferecem muito líquido aos passageiros, e quando oferecem é naquele copinho de cerca de 100 ml de volume, isso aumenta a sensação de exaustão. Potencializada em mim pelo fato de nos últimos dias que antecederam a viagem estar dormindo poucas por conta das demandas profissionais e organização da viagem que tinham que ser resolvidas.

SEGURANÇA
No aeroporto de Guarulhos ninguém checou minha mochila de mão, além do que a vistoria no aparelho de raio X foi bem superficial, já no aeroporto de Frankfurt foi bem diferente, passaram um tempão avaliando o conteudo de minha mochila no raio X, além de terem feito uma inspeção em meu HD externo, passaram uma fita de papel nas aberturas de ar do aparelho, em seguida o inseriram numa especie de scanner para verificar a existencia de resíduos tóxicos ou de explosivos..

O IDIOMA
Chegando no aeroporto de Nagoya, tive que tirar na marra meu idioma japonês do armário.. descobrir qual linha de onibus pegar, comprar os tickets, mais tarde na Prefeitura de Toyohashi desenrolar com os funcionarios japoneses a confecção de meu documento de estrangeiro (Gaikokujin Toroku), etc.

E assim foi meu primeiro dia por aqui..